aproveitando a segunda chance
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Sexta-feira, Julho 17, 2009
um tombo,dois desequllibrios e muita descoberta
Já que ontem não tive nem tempo de andar com a prótese, devido à tanta correria aqui pra resolver pendências que estavam há meses na p fila de espera, resolvi hoje fazr uma jornada dupla, e assim então dei três passeios pela casa, agora um pouquinho mais habituado a essa rotina q eu tenho que adotar na minha vida.
Postado por Antonio Bordallo às 8:01 PM
Quarta-feira, Julho 15, 2009
+ tempo, + objetivos, + realizações
Postado por Antonio Bordallo às 6:44 PM
Terça-feira, Julho 07, 2009
Depois de um 4/5, nada melhor que um 6/7 ...
A primeira coisa marcante que destaco nesse dia foi a conclusão simbólica de um esforço que eu queria realizar desde antes mesmo do meu acidente: concluir uma Graduação. Finalmente nesse dia entreguei a monografia e o book do trabalho final proposto pela Universidade Candido Mendes pra eles me liberarem o diploma e eu me considerar formado em Design de Moda. Isso pra mim é de uma significância ímpar, pois sempre quis que esse dia chegasse, e mesmo me lembro que simplesmente estudar Moda pra mim, muitos anos antes, parecia um certo sonho impossível. Pois bem, ontem me provei o improvável, mais uma vez. Abaixo o único registro disso,acompanhado da com minha grande amiga e compartilhadora de estresses de último período de faculdade, Lisiane Arize, momentos após entregarmos o fruto de nosso trabalho, já pela noite:

Claro, eu parecia um patinho recém-nascido dando os primeiros passos,mas “pqp”, como é gostoso voltar a se mover “sozinho” depois de
=)
PS:agora eu fico é com curiosidade do que pode acontecer comigo em algum futuro dia 8/9...
Postado por Antonio Bordallo às 3:50 PM
Domingo, Junho 17, 2007
RRRC: Reavivar, Realinhar, Refixar e Comprimir
Já fazia um tempo que não postava novidades sobre minha evolução clínica, principalmente porque posso dizer que desde novembro não tive nenhuma. Agora eu já posso dizer que em breve haverá alguma sim, só não dá pra especificar quando.
Sexta feira agora eu fui no ortopedista e então tirei um raio-x depois de muito tempo. O que se viu foi realmente um “samba-do-crioulo-doido”, como podem ver abaixo:
Pra quem não entendeu chongas, o maior é a minha tíbia e o fininho, a fíbrula (novo apelido do perônio). Segundo interpretação médica, a tíbia não se consolidou (pra saber isso nem precisava raio-x...) e no local ocorreu um pseudo-artrose. Pra quem não sabe, pseudo-artrose é uma “falsa articulação” que se formou naquele local. Já sobre o perônio, nem se fala...bagunça total.
Pra solucionar pelo menos a nossa amiga tíbia, será necessário o procedimento de 4 passos, já apelidados com a alcunha de RRRC, ou seja, os médicos vão REAVIVAR o osso ( como que fazem isso eu não faço idéia), REALINHÁ-LOS (porque vocês já viram em uma das imagens que isso ta uma tristeza, e já nem sei como eu ainda ouso me apoiar um pouco nessa perna), RECOLOCAR O FIXADOR (é, gente, lá vem os parafusos furando minha carne outra vez, pqp...) e COMPRIMIR as extremidades (porque só comprimindo um pedaço contra o outro, normalmente jogando peso em cima, é que o ossos se estimulam a recalcificar)...
A data pra isso tudo acontecer ainda é incerta. Digo isso porque o doutor tinha programado pra julho, porém (ah, porém...) o anestesista só vai ter tempo pra me atender a partir de agosto... pqp de novo! Depender de serviço público é f... né?
Essas decisões tomadas na última sexta-feira trouxeram a tona tanto coisas boas quanto ruins, achei melhor enumerá-las:
-antes da consulta sentia uma enganação recíproca entre eu e a fisioterapeuta. Sabia que tudo que estava fazendo não ia resolver nada, mas agora pelo menos vejo que estamos caminhando pra algo.
-renovou-se minha esperança para voltar a andar em breve. Pode ser muita especulação minha, mas acredito que me operando em agosto ainda, lá pra novembro esse osso já deve ter se consolidado... se eu estiver “malhando direitinho” os músculos da perna, já devo poder me apoiar no meu pezinho... estimulante, não?
=D
-já fico mais tranqüilo ao saber que meu osso não vai consolidar torto na perna. Eu tinha certeza de que se meu osso se consolidasse da forma que estava, eu ficaria de perna torta que nem o Garrincha, mas sem a outra perna não ia dar muito pra ser jogador de futebol, né?
-Com esse papo de reavivar, rejuntar osso e tal, me bateu uma certa angústia. Não pela dor, já acho isso até uma besteira, sabe? O que me preocupa mesmo é que há muita chance deles terem que aparar um pouquinho as extremidades dos ossos a serem colados, e com isso EU VOU PERDER ALGUNS CENTIMETROS EM ALTURAAAA!!! Pô, posso ser feinho, barrigudo e amputado, mas faço questão de, quando voltar a ficar de pé, voltar a ver o mundo dos 1,83m de altura que sempre tive! O três centímetros alem do 1,80m fazem muita falta pra minha auto-estima sim, ta?
Bom, é isso, vamos ver se pelo menos nos últimos meses do ano eu já dou algum passeio com muletinhas por aí, né? Pelo menos vai dar pra fazer alguma brincadeirinha com o carinha do vídeo abaixo...
Postado por Antonio Bordallo às 4:39 PM
Domingo, Maio 27, 2007
Realizando sonhos em sonho
Acabei de acordar nessa manhã de domingo e tive que relatar aqui o meu sonho.
Sonhei que estava passeando numa motocicleta que, dependendo da situação, virava automaticamente uma bicicleta: em alguns trechos pedalava, noutros acelerava com o guidão... tudo à minha bel vontade, e onde era conveniente. Era estranho que mesmo no sonho eu me via amputado, mas na hora de pedalar eu sentia fazer força igualmente com as duas pernas...
Os lugares que eu passava pareciam um patchwork de épocas e hora do dia: desci por um trecho no Humaitá, onde no sinal fechado à noite trocava uma idéia sobre moda com uma mulher que parecia que conhecia já faz um tempo, mas na vida real não faço a mínima idéia. Seguia adiante e passava por ruas calmas no Jardim Botânico no que parecia ser uma tarde... cheguei no Baixo Gávea bem de manhãzinha, só que não aparentava ser o que hoje é: lá eu via só mato, campos de mato irregular à beira da lagoa, com senhores bigodudos indo jogar futebol com roupas brancas compridas,quase sociais,e uma bola de couro marrom, isso sem falar no bigodão deles... via também algum animalzinho com um cervo,um bezerro, não lembro bem. Olhava para as montanhas ao fundo e não lembro de ter visto a estátua do Cristo... Ao mesmo tempo, mais a frente, via também um movimento de pessoas como se estivesse numa pequena cidade de veraneio, um movimento pequeno, mas aprazível...
Fiquei me questionando sobre o porquê de eu ter tido esse sonho... não demorei muito pra associar que ESSE TRECHO DO HUMAITÁ EM SENTIDO À LAGOA ERA JUSTO O QUE EU IA FAZER DE BICICLETA LOGO APÓS CRUZAR O TÚNEL ONDE SOFRI O ACIDENTE. Essa ordem estranha de Noite-Tarde-Manhã, logo após interpretei que é um sinal do tempo indo pra trás... não preciso dizer mais nada, né?
Postado por Antonio Bordallo às 8:35 AM
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Acho que estou perdendo essa guerra
“Acabei de acordar de um sonho. Meio que sem querer, ele me mostrou algumas coisas na dimensão que elas realmente são, o que me deixou alarmado.
Sonhei que estava no metrô, e tinha uma garota que me pareceu interessante, só que ela nem me dava bola. Minutos depois chega um cara e começa a dar um papo em outra garota que está a minha frente... e conquista. Tempos depois chega mais gente ao metrô e nisso aparecia uma amiga minha da época de colégio, que eu supunha que estivesse nos Estados Unidos. Ela se surpreende mais comigo do que eu com a presença dela: “Nossa, como você ta gordo, Antonio...” ela disse. Como resposta, declarei: “ É, acho que estou perdendo essa guerra...”.
Essa declaração, na verdade, condensou tudo que está realmente acontecendo. Não com a lente otimista do Antônio, mas visto do jeito que elas realmente são, em 3ª pessoa.
Isso tudo começa no despertar do dia. Acordar e constatar de primeira que não tenho uma perna é uma dificuldade que, apesar de acostumado depois desses 2 anos, soa como uma má noticia já pela manhã. Depois disso, abrir o olho e a primeira coisa que vejo é a cadeira de rodas encostada na minha cama é outra coisa bastante desestimulante, feia.
Monto então nesta que eu acabo de maldizer, me encaro no espelho que tem em meu quarto e vejo que não sou mais como era: mesmo tendo a certeza de que meu interior foi a parte que mais mudou, o meu exterior mudou e muito...pra pior. Normalmente as pessoas tem saudade de suas formas físicas da juventude quando chegam na meia-idade, na velhice. Já eu tenho o dissabor de sentir saudade da forma que tinha há dois anos somente... sempre tento quebrar esse ciclo vicioso de “ não me cuido porque ninguém repara em mim e ninguém me repara porque não me cuido”, mas mesmo me cuidando, as mulheres não reparam mesmo: vocês não sabem o quanto uma cadeira de rodas tira de atração de uma pessoa... parado, andando, correndo, em nenhuma posição você parece uma pessoa atraente. Parece um grande preconceito meu, mas é o que andei reparando, nesse tempo todo andando com ela e ainda mantendo o costume narciso de outrora de olhar minha figura num mínimo reflexo de vidro, e o que vejo não é tão legal quanto antes. Bem, eu conheço algumas cadeirantes que são mesmo muito bonitas e elegantes, mas tenho certeza de que elas sem a cadeira, andado, seriam ainda melhores... entendem o que eu digo? (é bom eu me explicar direito antes que me acusem de preconceito e etc...).
Continuo meio vaidoso, mas essa vaidade não é tão suficiente pra eu ser um cara que as pessoas olham com homem. Podem até olhar e pensar: ‘Nossa um homem tão bonito e forte... numa cadeira de rodas...” . Broxante isso,né? Pois é assim que eu sinto alguma mulheres olhando pra mim... me sinto um “zero-à-esquerda-sexual”. Posso meio que estar reclamado de atenção, mas tem sim pessoas que em tese se fazem interessadas sim, mas sei q fazem isso porque estão distantes, agüentar a situação de perto não é coisa que qualquer uma tá preparada, e nisso, é muito mais fácil optar por um um cara menos interessante que ande do que um Antônio que desfila em cadeira de rodas... O stress por estar do lado de um cara chato, nesse caso, é bem menor... por isso então eu criei uma metáfora pra essa situação que eu já estou cansado de passar. Me sinto como se estivesse numa corrida de carros e, mesmo sendo o piloto mais competente, mais apto a vencer, eu sempre sou passado pra trás por outros menos preparados pelo simples fatos deles conduzirem carros normais e eu pilotar um fusca... Não importa o quanto competente eu seja, já vi pelos resultados que sempre saio em desvantagem e fatalmente perco.
Voltando a “um dia na vida de Antônio”, depois de passar por tudo o que passo, eu ainda tenho a pachorra de ir à rua. Vocês todos lêem aqui que estou saindo na rua, indo a vários lugares, mas faço isso de abusado que sou. Vejo claramente que esses não são preparados pra mim, assim como nem as pessoas estão preparadas. Me sinto inconveniente, um ponto destoante que ninguém esperava que estivesse lá. Bonito isso pode parecer de primeira, mas passando por isso em primeira pessoa, soa meio como se eu fosse ridicularizado. Um estabelecimento não coloca rampas ou escadarias não é porque é “distraído”... na real ele faz isso porque ele não quer alguém com cadeira de rodas entrando lá e pronto. Não existe medida discriminatória mais discreta do que colocar degraus. Dessa forma, elegantemente, você está ponto um cartaz bem grande que diz “nesse estabelecimento (principalmente bares e boites) só são bem-vindas pessoas (supostamente) bonitas”. Em lugares normalmente destinados a idosos ou cadeirantes, esse vai sim ter uma rampa. Um estabelecimento ou outro pode se tocar e então fazer, mas nesses dois anos eu v lugar que prometeu colocar rampa e até hoje to esperando... não tenho mais nada mais a declarar sobre isso. Só me resta esperar que na entrada do Céu, São Pedro também barre esses caras pra antes terem um papo com a “Chefia”...
Sobre amigos, eu nem queria comentar, mas acho digno deixar algo registrado. É fato que muitos amigos, nem na época que estava andando, eu os via freqüentemente, e desses eu eximo toda a culpa, mas aqueles que, se não todo fim de semana a gente combinava de sair, pelo menos uma vez por mês nos víamos, posso dizer que fui abandonado mesmo. Dizer que não tem tempo e tal... beleza... nem eu tinha tempo naquela época, mas sempre dava pra se ver, mesmo que prum chopp. Poderia, claro, livrar a cara de um e de outro, se fosse coincidência demais que 95% das minhas amizades tivessem desaparecido. Depois nego aparece dizendo que ta com saudade, que não dava mais tempo de me ver.... enfim. Sei que foi de uma forma dolorida, mas tive o privilégio que poucos têm, de ver se aproximar os amigos de verdade e se afastar os que eram apenas de fachada. Triste isso? Principalemnte quando você tem um real sentimento de amizade pela pessoa, saber que não vai poder mais dar e pedir conselhos, se divertir, sair junto, contar com ela... é algo muito triste e que custa a se acostumar. Simplesmente acho todos eles ridículos quando penso em cada um, e desejo que sejam bem felizes todos sem exceção, mas LONGE de mim. A ´nica metáfora que eu tenho pra dizer pra eles é que “ a flor está murchando...e se ela morre, a culpa é do jardineiro”.
Pode parecer inveja, mas sei que não é.... meio que parte um pouco o coração ver que seus amigos vão pras boites, bares, raves... viajam, curtem uma praia, vivem nos “rolos” com uma paquera ou outra... e eu não. Me sinto com se estivesse vendo uma festa pela vitrine. Só não entrei ainda nesse tal de Second Life (pra quem ainda não conhece, é uma rede social besta que simula a vida real pelo computador) porque eu acho a idéia de viver baseado no mouse , teclado e monitor muito ridícula. Não quero brincar que estou curtindo a vida. Quero sim sentir a brisa do mar, o sol queimando minhas costas, a água revolta e salgada do mar, a movimentação das pessoas curtindo uma praia ou uma balada... sentir de novo aquilo que só quando a gente está apaixonado... quando eu escolhi por viver (naquele momento trágico), eu escolhi por viver ISSO que eu acabei de escrever e não o que estou vivendo.
Não bastasse todos esse problemas e ontem um dos médicos do HTo me diz que da forma que está, meu osso não vai crescer reto... que como alternativa a consolidar a tíbia meio envergada como está, só tem duas saídas: ou tento operar mais uma vez ( isso se o ortopedista QUISER me operar), ou então AMPUTAR ESSA PERNA ESQUERDA TAMBÉM... Não foi a primeira vez que me disseram que eu ia sofrer bem menos do que sofro hoje, que a recuperação seria mais rápida e prática... bom, por esse lado eu concordo, mas... seria esse um bom preço? Não sentir nunca mais cócegas no pé, não ter mais nenhum apoio, nem que este seja um tanto frágil... depender sempre de ajuda extra... sei lá, não estou pronto pra isso, se eu ao menos tivesse uma perna ainda sobrando, mas ficar sem as duas vai doer na alma, na dignidade. Estaria jogando aí esses dois anos de luta no lixo, pois 95% do que sofri até hoje foi por causa dessa perna, que pensam em serrar e jogar fora. Talvez agora vocês entendam o porquê de todo esse desabafo e o titulo do texto.
Sei lá, só quis anunciar ao mundo que eu, por mais esforços que ando fazendo, vejo claramente que estou perdendo essa guerra.
Sempre fui um sonhador, mas quando chega o momento que mais nenhum destes sonhos conseguem se realizar, é sinal que algo está no fim.
Às vezes eu mesmo me pergunto porque não deixei pra virar lembrança mesmo...à dois anos. Tirando minha a minha mãe, sei que seria mais fácil pra todo mundo, inclusive pra mim.”
O que foi tudo isso?
Uma mera reflexão ao despertar do dia...
PS: ao final de um dia de completo desabafo e incertezas, uma boa noticia...
Veja nesse link q tem até vídeo...
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL38367-6174,00.html
Postado por Antonio Bordallo às 9:40 PM
Domingo, Maio 13, 2007
O acaso em boa hora
A última segunda-feira foi minimamente especial. Acordei cedo, como todos os dias venho fazendo desde novembro, mas dessa vez foi especial: era o último dia obrigatório de aula no curso de guia turístico. Todos os sacrifícios que fiz – e que outrora havia dito que seriam impossíveis de ser realizados – todas as amizades feitas, e o mundo novo de perspectivas que se abriram pra mim ao longo destes quase seis meses, estavam se concluindo. Um ciclo se fechou, e agora não sei se me transformei em outra pessoa – melhor, mais forte – ou se o que mudou mesmo foi o meu olhar, que conseguiu então enxergar tudo isso que eu já era antes. O que importa é que concluí, e agora posso declarar, para qualquer órgão oficial, o que eu já me considerava ser desde 2002: um GUIA DE TURISMO.
Acordar às 6h, sair de casa às 7h15 pra chegar lá às 8h foi um sacrifício diário , pra esse cara aqui que não é muito de acordar cedo. Mas a paciência, e a própria certeza de que ao chegar no curso ia valer muito à pena, me fizeram ir em frente, empurrando minha cadeira de rodas com toda a força, mesmo cansado a ponto de chegar invariavelmente suado em sala de aula todos os dias. Foi muito duro passar em dez cidades diferentes, me locomovendo de cadeira de rodas e sem saber o que me esperava, também por inúmeras vezes ter que me arrastar pelo chão dos ônibus de turismo... o problema nem era só pela sujeira em si de um chão, mas a dor que dava nos meus braços depois de tanto ir pra lá e pra cá... em todos esses momentos, eu somente pensava comigo mesmo, às vezes em voz alta, falando baixinho: “ Um dia isso acaba...”. É... aparentemente acabou, mas não pra mim. Pra mim só vai acabar de fato quando eu não precisar mesmo me arrastar e empurrar uma cadeira de rodas, aí sim vai chegar o dia em que tudo isso vai ter acabado...
Apesar de tudo isso, naquela manhã de segunda-feira eu estava me sentindo leve... era uma das últimas vezes que eu teria que percorrer aquele longo trecho, e por isso mesmo eu não estava empurrando minha cadeira com aquele sensação de “ pqp, mais um dia...” que vez por outra tomava meu pensamento quando por lá passava.
Talvez por essa “sintonia com o Cosmo”, aconteceu uma coisa que eu não esperava: ao dobrar a esquina na rua da Assembléia com a rua do Carmo, às 8h da matina de uma segunda-feira, eu acabo por encontrar o Dr. Marcelo Bassani, ninguém menos do que o médico-cirurgião que havia me operado no dia do acidente... No início nem acreditei muito que era ele, numa hora tão inesperada, mas era sim. Conversamos por uns poucos e bons minutos, um resumão dos meus recentes passos em rumo a total recuperação. Ele ficou bem feliz com o que soube e me desejou mais sorte ainda do que já ando mostrando ter... Já que ele tá na minha lista de amigos dos Orkut, perder totalmente o contato é o que não vai acontecer...
Já que nem eu tava acreditando que estava encontrando ele, há exato 2 anos e 3 dias do momento mais crucial da minha vida (e que ele teve papel fundamental), pedi pra tirar uma foto com ele, até mesmo pra acreditar que aquele encontro ao acaso tinha acontecido esmo. Como prova, a foto é esta aí abaixo:
Fui pro curso radiante, ainda mais feliz do que já estava, e acreditando que não foi por acaso que eu o encontrei naquele momento.
Quando me despedi dele, não deixei de agradecer pelo que ele fez por mim há pouco mais de dois anos. Ele respondeu: “Que nada, você foi quem se ajudou, quem fez o trabalho mais difícil...”.
=D
Postado por Antonio Bordallo às 2:14 PM
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